SINTEGRAÇÃO SOBRE CONCEITOS HERTZBERGER

 A partir da leitura do livro "Lições de Arquitetura", de Herman Hertzberger, foi proposto na aula do dia 20 de Junho que os alunos montassem uma dinâmica para discutir conceitos apresentados. Foram quatro rodadas com 25 minutos de duração nas quais os alunos assumiram diferentes papéis. De início houveram momentos de silêncio, mas ao longo da dinãmica as ideias foram se desenvolvendo e sendo mais compartilhadas.

RODADA 1 - Forma convidativa; O espaço habitável entre as coisas

Percebe-se a importância da influência do arquiteto dentro de um espaço, já que ele é quem vai planejar a forma que as pessoas vão se interagir ou se isolar em um local. Observei aspectos que se destacaram que foram as utilidades que um espaço pode apresentar e ser explorado de acordo com cada demanda e a urgência de não se deixar locais inabitados, aspecto que o arquiteto pode ser bem útil para ser evitado.

RODADA 2 - O intervalo; Demarcações privadas no espaço público; Conceito de obra pública

Ressalta-se que o intervalo entre espaços públicos e privados é muito importante. A soleira faz essa transição entre dois mundos que se sobrepõem, um acolhedor, outro hostil. A concretização da soleira como intervalo significa, em primeiro lugar e acima de tudo, criar um espaço para as boas-vindas e as despedidas, e, portanto, é a tradução em termos arquitetônicos da hospitalidade. Além disso, a soleira é tão importante para o contato social quanto as paredes grossas para a privacidade. Uma meia porta pode servir para trazer essa ligação sutil entre os “dois mundos”, uma escada comunitária também tem o mesmo papel. Na passagem da sua casa para o mundo deve haver contato com os ao seu entorno, o contato entre os vizinhos cria um enlace.

Quando uma obra, que inicialmente era algo comunitário, expande-se a ponto de haver a necessidade de ter uma equipe especializada para cuidar, fica mais difícil que a comunidade continue com o mesmo empenho que ela teria sem essa equipe. O motivo pelo qual os habitantes da cidade se tornam estranhos em seu próprio ambiente de vida é porque o objetivo de iniciativa coletiva não foi algo utópico ou porque não houve a participação e o envolvimento. Se não existe uma relação fora de casa, não existe uma relação entre vizinhos, portanto não existe conhecimento sobre os arredores, o que gera um certo medo e para sanar isso há um aumento da burocracia para evitar o caos. Um arquiteto pode ajudar nesse problema: projetando ambientes onde as pessoas possam deixar suas identificações pessoais e contribuam. 

RODADA 3 -  Visão 2

Conceitos de ambientação, ambiente aberto, luz natural, o uso de vidros e janelas nos locais. Houve a citação de exemplos para ilustrar a discussão dos conceitos como as galerias do Inhotim (Psicoativa do Tunga e Miguel Mourão).

RODADA 4 - O espaço público como ambiente construído

Sabe-se que a partir da Revolução Industrial houve o crescimento do turismo. A razão mais importante para o intercâmbio social sempre foi o comércio, que sempre ocorre nas ruas. Foi discutido que o centro comunitário poderia ser uma espécie de espaço público em ambiente construído, mas é necessário perceber que o quanto mais centralizadas estão as atividades no centro comunitário, menor a qualidade de vida na rua. As estações ferroviárias constituem um ambiente construído, estas trouxeram para a região toda uma nova gama de instalações, tais como hotéis e lojas.  


Comentários